EDUCAÇÃO INFANTIL

Quando pensamos no Nível VI, logo nos damos conta de que está aí o início do processo educativo em nossa escola, ou seja, do Nível VI ao 5º ano.

Sendo assim, alguns aspectos fundamentais são explorados nesta fase, de forma a fazer, deste início, uma base sólida para alcançarmos objetivos mais amplos no decorrer do processo.

Dentre estes aspectos é possível destacar: o VÍNCULO, o BRINCAR, a AUTONOMIA MORAL E INTELECTUAL e a COOPERAÇÃO.

Para Zabalza, as relações interpessoais e a afetividade são aspectos que sustentam todo e qualquer conhecimento:A emoção age, principalmente, no nível e segurança das crianças, que é a plataforma sobre a qual se constroem todos os desenvolvimentos. Ligado à segurança está o prazer, o sentir-se bem, o ser capaz de assumir riscos e enfrentar o desafio da autonomia, poder assumir gradativamente o princípio de realidade, aceitar as relações sociais,..."(Zabalza, 1998,p. 51)

Sentir-se pertencente a este lugar, a este grupo, é algo quer traz segurança, sendo assim, passamos a estar receptivos aos novos desafios propostos e a tudo que vem daquilo ao qual nos sentimos vinculados, ligados.

" Qualquer possibilidade de educação passa pelo estabelecimento de vínculos de relação..."( Zabalza, 1998, p. 27)

O ser humano se constitui como tal pela sua capacidade de pensar, imaginar, criar. Na educação infantil o brinquedo espontâneo é a forma mais completa de expressão, já que todas as linguagens são utilizadas.

O ato de brincar, nesta etapa do desenvolvimento infantil, é algo inerente, ou seja, está intrinsecamente ligado, sem a possibilidade de desvincular, a uma criança saudável, tanto orgânica, quanto psicologicamente.

Oliveira (2001), complementa:

" O brincar faz parte inerente do processo de desenvolvimento infantil, cognitivo e afetivo emocional, não podendo ser visto como uma atividade complementar, supérfluo ou até mesmo dispensável."

O brincar com regras é outra forma de exercitar suas habilidades, tanto intelectuais quanto morais, pois há a necessidade do respeito às regras, assim como do diálogo diante das divergências.

Alguns autores como

"Kishimoto(1994) afirma que jogos tradicionais infantis podem propiciar a descentração da criança, a aquisição de regras, a expressão do imaginário e a apropriação do conhecimento.

Smole(1996) conclui:

" Ao brincar a criança pensa, reflete e organiza-se internamente para aprender aquilo que ela quer, que precisa, que necessita e que está no momento de aprender."

Da mesma forma que no 5º ano temos como objetivo a ser alcançado um aluno que expresse seus pensamentos, que vá ao encontro de novos conhecimentos, ou seja, que faça parte do processo de construção destes conhecimentos, este também é o objetivo na educação infantil , porque não é por ser pequeno em estatura, que não seja um ser pensante.

Seber ( l989) expressa a idéia de Piaget, sobre cooperação:

" O processo de socialização das crianças transcende suas brincadeiras conjuntas, trocas de objetos ou mesmo o relacionamento afetivo com os adultos.Desenvolver as habilidades de comunicação, para poder justificar para o outro suas idéias, constitui condição de progresso para um desenvolvimento harmônico, o que inclui aprender a ouvir opiniões diferentes e a contra-argumentar, estabelecendo comparações objetivas entre as várias maneiras de se compreender um mesmo fato. Pouco a pouco, experiências deste tipo tornam a criança apta a um intercâmbio real com os outros, isto é, uma troca intelectual que, por estar baseada na reciprocidade e na cooperação, exclui a possibilidade de aceitação passiva de idéias e sugestões mal compreendidas." (Seber, 1989,p.38)

Assim, a busca pela autonomia intelectual, onde o aluno seja o autor do processo, acontece desde o princípio de sua vida escolar, sendo impossível fazer distinção entre a autonomia intelectual e moral, porque o aluno crítico, que expressa sua opinião, também o será em relação aos desafios envolvendo as relações interpessoais. Assim a cooperação passa a ser o fio condutor de todo o trabalho desenvolvido em nossa escola.

BIBLIOGRAFIA:

OLIVEIRA,Zilma M. Ramos de.Educação Infantil: m,uitos olhares.São Paulo : Cortez.1995.

SEBER, Maria da Glória. Contrução da inteligência pela criança. São Paulo: Scipione, 1989.

SMOLE, Kátia Cristina Stocco. A matemática na educação infantil. Porto Alegre, Artes Médicas, 1996.

Zabalza, Miguel ª Qualidade na Educação Infantil.Porto Alegre, Artes Médicas, 1996.